A educação para a segurança alimentar é fundamental para prevenir infeções.
Infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) são infeções, causadas por uma grande variedade de microrganismos, decorrentes da prestação de cuidados de saúde. Este Blog pretende reunir recomendações e noticias relevantes para a prevenção e controlo de infeção.
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terça-feira, 7 de abril de 2015
Dia Mundial da Saúde - 7 Abril
A educação para a segurança alimentar é fundamental para prevenir infeções.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
PLANO NACIONAL PARA A SEGURANÇA DOS DOENTES
2015-2020
Porque a Qualidade e a Segurança são imperativos para a melhoria dos Cuidados que Prestamos nas Unidades de Saúde foi hoje publicado o Despacho n.º 1400-A/2015 (Diário da República, 2.ª série — N.º 28 — 10 de Fevereiro de 2015) que enquadra o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes para o período 2015-2020.
O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020, visa atingir os seguintes objectivos estratégicos:
1. Aumentar a cultura de segurança do ambiente interno.
2. Aumentar a segurança da comunicação.
3. Aumentar a segurança cirúrgica.
4. Aumentar a segurança na utilização da medicação.
5. Assegurar a identificação inequívoca dos doentes.
6. Prevenir a ocorrência de quedas.
7. Prevenir a ocorrência de úlceras de pressão.
8. Assegurar a prática sistemática de notificação, análise e prevenção de incidentes.
9. Prevenir e controlar as infeções e as resistências aos antimicrobianos.
OBJETIVO ESTRATÉGICO 9
PREVENIR E CONTROLAR AS INFEÇÕES
E AS RESISTÊNCIAS AOS ANTIMICROBIANOS
1) Atingir uma taxa de prevalência de infeção hospitalar de 8%.
2) Reduzir em 50% face a 2014, o consumo de antimicrobianos.
3) Atingir uma taxa de MRSA de 20%.
4) Reduzir em 50% face a 2014, o consumo de carbapenemes.
5) Reduzir em 50% face a 2014, o consumo de quinolonas.
Vale a pena analisar todo o despacho. https://dre.pt/application/file/66457154
sábado, 31 de janeiro de 2015
Prevenção da Infeção Cirúrgica
A Infeção do Local Cirúrgico (ILC) tem cada vez maior relevância no contexto das infeções hospitalares e existem alguns procedimentos que devem ser relembrados para a sua prevenção.
A ILC deve começar a ser prevenida com a antecedência necessária ao controlo de doenças associadas, como a diabetes ou o tabagismo (deixar de fumar no mínimo 30 dias antes da intervenção). Tal como na programação de uma intervenção cirúrgica deve ser acautelado a identificação de infeções e o seu correto tratamento.
No caso das cirurgias eletivas é recomendado que todos os doentes devem ser submetidos a pelo menos, dois banhos prévios à intervenção cirúrgica, com gluconato de
clorohexidina a 2% (não aplicar a doentes com menos de dois meses de idade corrigida), um na
véspera da cirurgia e outro no dia da cirurgia (com, pelo menos, duas horas de antecedência). Mesmo na cirurgia do ambulatório, deve ser fornecido ao doente, na consulta prévia, esponja impregnada
de gluconato de clorohexidina a 2% para a realização de higiene pré-operatória em casa.
Deve evitar-se o internamento pré-operatório prolongado no sentido de evitar colonizações que aumentam o risco de infeção.
Por outro lado a tricotomia só deve ser efetuada se imprescindível, e deve ser feita com máquina elétrica, o mais próximo possível da
intervenção.
A área da incisão cirúrgica deverá estar livre de contaminação visível antes da
antissepsia cirúrgica.
A administração da profilaxia antibiótica deve ser efetuada nos 60 minutos (120 minutos, no caso
de vancomicina) que antecedem a cirurgia, de modo a assegurar níveis tecidulares
adequados na altura da incisão cirúrgica, e deve estar completa antes da incisão.
No que se refere à preparação da pele do local da incisão esta deve ser realizada com um antissético de base alcoólica, com movimentos concêntricos, do centro para a
periferia, cobrindo uma área suficientemente extensa para permitir alargamento da incisão
ou colocação de drenos e deve ser permitido que o antissético seque antes da incisão
Todos os profissionais de saúde devem manter as unhas curtas, limpas, sem verniz ou adereços artificiais devendo estar completamente livres antes de iniciar a preparação cirúrgica das mãos.
Direção-Geral da Saúde (2013). Norma 024/2013 – Prevenção da Infeção do Local Cirúrgico. Lisboa.
Direção-Geral da Saúde
terça-feira, 6 de maio de 2014
5 Maio de
2014
Dia Mundial da Higiene das Mãos

Está pronto para evitar a disseminação de microrganismos resistentes aos antimicrobianos?
Esta é a pergunta lançada pela OMS e que relembra o papel da higiene das mãos na prevenção da disseminação dos microrganismos multirresistentes.A OMS alerta os profissionais de saúde para a prática da correta higiene das mãos ao cuidar dos doentes, para protegê-los de contrair infecções associadas aos cuidados de saúde e refere por exemplo, quando o cumprimento da higiene das mãos aumenta de 60% a 90%, pode haver uma redução de 24% na aquisição de MRSA.
http://www.who.int/gpsc/5may/en/
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Infeção nosocomial da corrente sanguínea de 2011
| Relatório da vigilância epidemiológica das infecções nosocomiais da corrente sanguínea de 2011 foi agora (06/02/2014) disponibilizado no site da DGS | |
O Programa de vigilância epidemiológica (VE) das
infeções nosocomiais da corrente sanguínea (INCS), coordenado pela
Direcção-Geral da Saúde (DGS), integrado na rede nacional de VE, teve em 2011 a participação de 43 hospitais (37,6% dos hospitais do
SNS) e 5 hospitais privados.
Foram estudados 266 425 doentes, correspondendo a
1 882 696 dias de internamento.
Registaram-se 2 400 episódios de INCS.
A taxa global de INCS foi de 0,87 por 100 doentes
admitidos e de, 1,2
por mil dias de internamento.
Observou-se um predomínio de doentes do sexo
masculino (58,5%). Dos doentes com INCS, 61,1% tinham idade superior a 60 anos,
dos quais, 18,4% tinham mais de 80 anos.
Os grupos de serviços/áreas assistenciais com proporção e densidade de
INCS mais elevadas foram os serviços de Hematologia e Oncologia (Pediátrica e
Adultos) e as Unidades de Cuidados Intensivos (Polivalentes e outras).
Os episódios de INCS primárias
corresponderam a 59,2%, incluindo 19,7% associadas ao cateter vascular
central. Foram mais frequentes nos serviços de Medicina Interna,
Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) polivalentes, Cirurgia Geral, Especialidades Cirúrgicas e Hematologia e
Oncologia.
As INCS secundárias a
infeção noutro local corresponderam a 43,4%, sendo mais frequentes nos
serviços de Medicina Interna, UCI polivalentes, Hematologia e Oncologia,
Cirurgia Geral e Especialidades Cirúrgicas.
Obteve-se uma taxa de INCS associada a cateter venoso central (CVC) de 2,2 por mil dias de exposição a este
dispositivo, predominantemente nos serviços de Hematologia/Oncologia
(Pediátrica e Adultos), Especialidades Cirúrgicas, Medicina/Especialidades
Médicas e Cirurgia Geral. Os Serviços de Pediatria Geral apresentaram uma taxa
de 1% de INCS associadas a CVC.
No que se refere aos fatores de risco intrínseco,
a neoplasia sólida foi assinalada em 23% dos doentes com INCS, a neutropenia em
22%, a diabetes em 14%, leucemia/linfoma em 13%, e, as restantes situações de
Imunossupressão em 28% dos doentes.
Os fatores
de risco extrínsecos (FRE) mais significativos para o aparecimento de INCS
foram a presença de CVC, a nutrição parentérica e a hemodiálise.
As INCS secundárias tiveram origem
predominantemente nas infeções urinárias e respiratórias.
A
demora média nos doentes com INCS
foi de 36,8 dias, contrastando com a
demora média global de todos os doentes admitidos nos Serviços em estudo, que
foi de 7,3 dias.
Dos
doentes com episódio de INCS, 48,9% saíram com alta; 21,4% foram transferidos
para outros serviços ou outras unidades de saúde e 29,7% faleceram no decurso do episódio de INCS.
A
taxa bruta de mortalidade foi mais elevada nas UCI (polivalentes e Outras),
Medicina Interna e Cirurgia Geral.
Foram
isolados 2553 microrganismos nos 2400 episódios de INCS, dos quais, 48,6% eram
Gram negativo, 46,5% eram Gram positivo e 4,6% eram fungos.
Os
microrganismos predominantes foram Staphylococcus
aureus, Staphylococcus coagulase negativo, Escherichia coli e Klebsiella
sp., representando cerca de 60% do total de agentes etiológicos.
A taxa de Staphylococcus
aureus resistente à meticilina
(MRSA) foi de 57,7% no total das
estirpes identificadas e as resistências de Acinetobacter
baumannii às Cefolosporinas de terceira geração e aos Carbapenemes foram de
79,1% e 71,6% no total de estirpes.
Verificou-se
ainda a existência de 4,5% de resistências à Colistina no total de estirpes
testadas.
Um número
apreciável (30,3% das estirpes testadas, 28,9% no total de estirpes) de Klebsiella pneumoniae, são produtoras de
betalactamase de espectro extendido.
A análise das resistências foi ainda limitada, devido às variações na informaçãodisponibilizada pelos laboratórios de Microbiologia de cada Hospital aderente.
Documento in: http://www.dgs.pt/programas-de-saude-prioritarios.aspx
Documento in: http://www.dgs.pt/programas-de-saude-prioritarios.aspx
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos
Após a fusão de dois anteriores programas, “Programa Nacional de Controlo de Infeção” e “Programa Nacional de Prevenção das Resistências aos Antimicrobianos”, em Fevereiro de 2013, é criado o “Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos”, com carácter de programa de saúde prioritário. Com o principal objetivo a redução da taxa de infeções associadas aos cuidados de saúde, hospitalares e da comunidade, assim como da taxa de microrganismos com resistência aos antimicrobianos. Os objetivos específicos assentam na vigilância contínua da infeção hospitalar, do consumo de antibióticos e da incidência de microrganismos multirresistentes de modo a que:
a) Número de hospitais aderentes à vigilância de microrganismos resistentes em 2014 / Número de hospitais do Sistema Nacional de Saúde em 2014 ≥ 50%.
b) DDD de consumo hospitalar de carbapenemes em 2015 / DDD de consumo hospitalar de carbapenemes em 2011 ≤ 95%;
c) DDD de consumo ambulatório de quinolonas em 2015 / DDD de consumo ambulatório de quinolonas em 2011 ≤ 95%;
d) Número de bacteriemias por MRSA por 1000 dias de internamento em 2015 / Número de bacteriemias por MRSA por 1000 dias de internamento em 2012 ≤ 90%;
e) Taxa de bacteriemias por MRSA no total de bacteriemias por Staphylococcus aureus em 2015 / Taxa de bacteriemias por MRSA no total de bacteriemias por Staphylococcus aureus em 2012 ≤ 90%;
"Orientações Programáticas" publicado em www.dgs.pt

sábado, 8 de dezembro de 2012
Enterobacteriaceas resistentes aos carbapenemes
As Enterobacteriaceas resistentes aos carbapenemes (CRE) fazem parte duma família de bactérias com elevada resistência aos antibióticos, como é o caso da Klebsiella spp e da Escherichia coli. Já tendo sido documentadas estirpes "Pan-resistentes".
As infecções por CRE estão principalmente associadas aos cuidados de saúde, em doentes sujeitos a dispositivo/procedimentos invasivos e antibioterapia. Estas infecções são muito difíceis de tratar e têm elavada
mortalidade, em alguns estudos essa taxa é de 40 a 50%.
Ao lado está um mapa que representa os estados dos EUA com infecções por CRE com confirmação pelo CDC.
Também na Europa este problema se começa a tornar evidente e preocupante. Em 2011 o ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças) publicou dois documentos referentes ao risco de infecções por CRE:
- http://ecdc.europa.eu/en/publications/Publications/1111_TER_Risk-assessment-NDM.pdf
- http://ecdc.europa.eu/en/publications/Publications/Forms/ECDC_DispForm.aspx?ID=740
Importa implementar medidas efectivas de controlo de infecção no sentido de evitar a transmissão destas bactérias nas unidades de saúde. Torna-se, por isso, necessário implementar medidas de vigilância e contenção de CRE.
O CDC publicou um guia de controlo de CRE recomendando:
- Higiene das mãos
- Precauções de contacto (realizar a higiene das mãos antes de colocar equipamento de protecção individual; colocar bata e luvas antes de entrar no quarto e retira-los antes de sair tal como realizar a higiene das mãos)
- Educação de profissionais de saúde acerca da transmissão de microrganismos, precauções de contacto e higiene das mãos
- Uso racional de dispositivos invasivos
- Coortes de doentes com CRE e profissionais dedicados
- Notificação laboratorial dos isolados microbiológicos
- Politicas de antibióticos
- Pesquisa de portador de CRE (screening)
É de primordial importância conhecer as características epidemiológicas dos doentes infectados e dos colonizados no nosso país.
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