domingo, 3 de abril de 2011

Estratégias para evitar as infecções associadas aos cuidados de saúde em hospitais de agudos (3)


Prevenção da infecção do tracto urinário (ITU) associada à algaliação 
  • Fornecer e implementar orientações escritas para o uso da algália, inserção e manutenção. 
  • Certifique-se que apenas pessoal treinado procede à algaliação. 
  • Garantir a técnica asséptica na inserção do catéter.
  • Documentar informações no processo do doente: indicações para a inserção do catéter, data e hora de inserção, profissional e a data e hora da remoção.
  • É necessário pessoal qualificado e recursos tecnológicos para apoiar a vigilância sobre o uso das algálias. Use critérios padronizados para identificar as ITU associadas à algaliação (dados numerador). Recolher a informação sobre o número de catéter/dia (dados denominador) para a unidade ou unidades que estão a ser monitorados. Calcular as taxas de ITU associada à algaliação. Monitorizar a utilização de algálias, incluindo a taxa de algaliação durante o internamento, taxa de utilização da algalia segundo as indicações aceites, e a duração da manutenção do catéter. 
  • Educar os profissionais de saúde envolvidos na algaliação, nos cuidados e manutenção da algália.
  • Educar sobre a prevenção da ITU, incluindo alternativas para algaliação e procedimentos para a inserção do catéter, manutenção e remoção.
  • Algaliar só quando estritamente necessário e apenas enquanto for indicado.Considere outros métodos alternativos
  • Higienizar as mãos (em conformidade com o Centers for Disease Control and Prevention ou orientações Organização Mundial de Saúde) imediatamente antes da inserção do catéter, antes e após qualquer manipulação do sistema.
  • Inserir cateter com técnica asséptica e material estéril. 
  • Seleccionar um cateter de baixo calibre tanto quanto possível, que seja consistente com uma drenagem adequada, para minimizar trauma uretral 
  • Fixar a algália após a inserção para impedir o movimento e tração uretral.
  • Manter o sistema de drenagem fechado e estéril (quando houver quebra da junção algália-saco colector com este deve ser substituído com técnica asséptica e após desinfecção da junção).
  • Na colheita de urina asséptica colher a amostra por aspiração com uma agulha e seringa estéreis após desinfecção do ponto de colheita.
  • Manter o fluxo da urina mantendo o sistema desobstruído.
  • Esvaziar o saco colector regularmente, usando um recipiente individual para cada doente e evitar que a torneira de despejo tocar no recipiente de recolha.
  • Manter o saco colector sempre abaixo do nível da bexiga. 
  • Manter a limpeza do meato com a higiene rotina.
    Algumas abordagens especiais para a prevenção da ITU associada à algaliação. Realizar uma avaliação de risco. Estas abordagens especiais são recomendados para locais e / ou populações dentro do hospital após avaliação de risco que sugira ausência de controlo efectivo, apesar da implementação das práticas de base.

    • Implementar um programa para identificar e remover cateteres que já não são necessários.
    • Desenvolver um protocolo para a gestão de retenção urinária pós-operatória, incluindo a utilização do cateterismo intermitente e uso de scanners vesicais. 
    • Estabelecer um sistema para analisar e divulgar dados sobre o uso de algálias e eventos adversos associados. 
    Abordagens que não devem ser consideradas por rotina.  
    • Não use rotineiramente cateteres revestidos a prata ou outros antibacterianos.
    • Não trate a bacterúria assintomática em doentes cateterizados, excepto antes de procedimentos urológicos invasivos.
    • Evitar a irrigação do catéter.
    • Não usar rotineiramente antimicrobianos sistémicos como profilaxia.
    • Não mude rotineiramente cateteres.


     Documento completo in Vol. 29, No. S1, October 2008 of Infection Control and Hospital Epidemiol (http://www.jstor.org/stable/full/10.1086/591060#h1)

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