
Infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) são infeções, causadas por uma grande variedade de microrganismos, decorrentes da prestação de cuidados de saúde. Este Blog pretende reunir recomendações e noticias relevantes para a prevenção e controlo de infeção.
domingo, 5 de maio de 2019
sábado, 4 de maio de 2019
5 Maio – Dia Mundial da Higiene das Mãos
Em 2019,
a Organização Mundial de Saúde, no âmbito do seu Desafio “WHO
Save Lives – Clean Care is Safer Care” comemora o seu 11.º aniversário subordinado
ao tema: “Cuidados Seguros para TODOS – Está nas Tuas MÃOS”.
Para o
Dia de Higiene das Mãos deste ano, a OMS convida todos a inspirarem-se no movimento
mundial para alcançar a cobertura universal de saúde (UHC), ou seja, alcançar
melhor saúde e bem-estar para todas as pessoas em todas as idades,
incluindo proteção contra riscos financeiros, acesso a serviços essenciais de
saúde e acesso a medicamentos essenciais e vacinas seguras, eficazes, de
qualidade e acessíveis para todos.
A
prevenção e controlo de infeções, incluindo a higiene das mãos,
é fundamental para alcançar a UHC, pois é uma abordagem prática e baseada em
evidências, com impacto comprovado na qualidade do atendimento e na segurança
do doente em todos os níveis do sistema de saúde.
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
Informação de controlo de infeção e resistência aos antimicrobianos.
A resistência aos antimicrobianos é um problema emergente nos cuidados de saúde. Prevenir a transmissão cruzada de microrganismos com resistência aos antimicrobianos é imperativo em todos os níveis de cuidados.
Assim, o Despacho n.º 15423/2013 consagra a criação em todos os serviços e entidades públicas prestadoras de cuidados de saúde, designadamente os agrupamentos de centros de saúde, os estabelecimentos hospitalares, independentemente da sua designação, e as unidades locais de saúde, de um grupo de coordenação local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (GCL-PPCIRA). Também nas unidades de cuidados continuados integradas na rede de cuidados continuados integrados deve ser assegurada a nomeação, de um responsável local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos.
De acordo com o Despacho n.º 2784/2013, numerosos estudos apontam para o aumento do risco clinico e erro em Medicina com a falta de circulação de informação clara e atempada entre todos os intervenientes no processo de prestação de cuidados de saúde. O Plano Nacional para a Segurança dos Doentes 2015-2020 tem como objetivo, “melhorar a prestação segura de cuidados de saúde em todos os níveis de cuidado no SNS” e para isso recorre a objetivos estratégicos, entre os quais, o aumento da segurança da comunicação.
Neste contexto a comunicação entre os diversos Grupos de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e de Resistência aos Antimicrobianos (GCL-PPCIRA) é fundamental para o controlo de risco inerente e para a segurança dos doentes independentemente do nível de prestação de cuidados.
Na circular normativa Nº 9 da DGS, de 22/07/09, referente a Doentes colonizados ou infetados com microrganismos multirresistentes consta que:
“1. A transferência de doentes colonizados ou infetados com microrganismos multirresistentes deve ser acompanhada de informação prévia com notificação do microrganismo em causa, seu antibiograma e local de isolamento, de forma a ser possível implementar, na admissão do doente, políticas de controlo de infeção que minimizem o risco de infeção cruzada.
2. No entanto, não são admitidos na rede de Unidades de Cuidados Continuados Integrados, doentes infetados com microrganismos multirresistentes em tratamento com antibióticos de uso exclusivo hospitalar, mesmo que acompanhados pelos documentos acima referidos.”
2. No entanto, não são admitidos na rede de Unidades de Cuidados Continuados Integrados, doentes infetados com microrganismos multirresistentes em tratamento com antibióticos de uso exclusivo hospitalar, mesmo que acompanhados pelos documentos acima referidos.”
- O Despacho n.º 2784/2013, na alíne n), relativos às notas de alta médica e de enfermagem refere que deve ser contemplada também na nota de alta a “Menção da existência ou não de infeção nosocomial e seu agente etiológico quando conhecido”.
- A norma Nº 18 da DGS, de 09/12/2014 atualizada em 27/04/2015, na alínea h) é referido que a “Informação entre serviços, ou entre instituições no caso de saída/alta ou transferência, sempre que doentes colonizados ou infetados por MRSA ou suspeitos de colonização/infeção por MRSA são transferidos, incluindo notificação entre clínicos e ao Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e de Resistências aos Antimicrobianos; devendo, também, ser fornecida informação sobre se foi realizado ou não rastreio de colonização por MRSA e se foi ou não realizada descolonização e com que resultado”.
Ao abrigo do enquadramento referido, na nota de alta/transferência, em caso de identificação de microrganismos multirresistentes, a informação de controlo de infeção deverá estar presente de forma clara para ser percetível pelo destinatário da mensagem.
Natércia Caramujo
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Infeção associada ao cateter vascular central em Portugal
De acordo com o publicado no relatório de atividades do Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA) na Vigilância das Infeções em Unidades de Cuidados Intensivos a densidade de incidência de bacteriemia por 1 000 dias de cateter reduziu 30,77% face a 2013:
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| Evolução da Densidade de
Incidência de Bacteriemia e o número de episódios de Bacteriemia nas unidades
de cuidados intensivos monitorizadas entre 2013 e 2017. Consultar o documento
A densidade de incidência de infeções nosocomiais da corrente sanguínea (INCS) por 1 000 dias de CVC,s no global dos serviços hospitalares que monitorizam estas infeções e não só em cuidados intensivos, reduziu-se em 8,9%
entre 2013 e 2017.
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| Evolução da Densidade de Incidência de INCS por 1 000 dias de Cateter Vascular Central |
Analisando esta evolução importa clarificar se a redução é estatisticamente significativa de 2016 para 2017 e de 2014 para 2017. Relativamente ao pico assinalado em 2015 importa detalhar os acontecimentos que possam ter estado na sua origem.
Por fim, sugere-se uma clarificação de metas a alcançar na infeção associada ao cateter vascular central e as medidas a implementar nesse sentido.
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Relatório de atividades do Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA)
Foi publicado, em 19 de Novembro 2018, o relatório anual de atividades do Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA).
Na apresentação do mesmo é referido que dele constam os principais resultados nas áreas de atuação do PPCIRA (Estratégia Multimodal de Promoção das Precauções Básicas em Controlo de Infeção, Vigilância Epidemiológica, Consumos de Antibióticos e Resistências aos Antibióticos), bem como são apresentadas as atividades desenvolvidas pelo Programa em 2018 e as que se prevêem desenvolver em 2019.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Pensos com clorhexidina na prevenção de infeções da corrente sanguínea relacionadas a cateteres venosos centrais: uma análise de custo e utilização de recursos
· Os pensos com clorhexidina reduzem a taxa de infeções da corrente sanguínea
relacionada ao cateter venoso central provável/confirmada (ICSRC) (p = 0,011).
·
Neste estudo, a ocorrência de ICSRC não se traduziu em prolongamento do
tempo total de internamento (P = 0,630) ou maior custo com o tratamento
direto (P = 0,640).
·
Não foram encontradas diferenças nos custos de tratamento entre os grupos
observados, o que significa que os custos de aquisição mais elevados de pensos
com clorhexidina não se traduziram em custos de tratamento direto mais
elevados.
·
As despesas adicionais com a aquisição de pensos com clorhexidina foram
principalmente superadas pela menor necessidade de antibióticos.
·
Os carbapenemes e penicilinas foram os principais antibióticos
identificados nos custos com antibióticos.
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| Imagem retirada da internet |
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
Prevenir o surgimento e a transmissão da resistência antimicrobiana
Os microrganismos multirresistentes representam uma ameaça à escala mundial. Para o seu surgimento convergem diversos fatores como a exposição a antibióticos quer em humanos quer nos animais e a transferência de genes de resistência, entre outros fatores.
A diminuição da resistência requer uma vigilância ativa, a adesão às medidas de isolamento, a higiene das mãos, medidas de descontaminação ambiental e administração eficaz de antibióticos nas suas diversas utilizações humanas e veterinárias.
O esquema que Sylvain DeLisle apresenta no artigo, Enterococcus resistente à vancomicina: um mapa sobre como prevenir o surgimento e a transmissão da resistência antimicrobiana, publicado em 2003 no Chest Journal, é elucidativo destas duas vertentes - Emergência e a Transmissão.
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Sylvain DeLisle, (2003). Vancomycin-Resistant Enterococci: A Road Map on How To Prevent the Emergence and Transmission of Antimicrobial Resistance. Chest Journal. Volume 123, Issue 5, Supplement, Pages 504S–518S
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