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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

RELATÓRIO DO PROGRAMA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS INFEÇÕES DO LOCAL CIRÚRGICO – HELICS-cirurgia

Publicado no dia 4 de Outubro, este relatório faz uma abordagem global da base de dados PORTUGESA  do programa HELICS-cirurgia desde o seu início e a análise mais detalhada do período que decorre entre 2006-2010.  A base de dados inclui registo de doentes submetidos a intervenções cirúrgicas de acordo com o protocolo europeu do HELICS-SSI.
Desde 2000 e até o final de 2010, foram registadas 82.797 cirurgias de 61 hospitais.
Entre 2000 e 2005 foram registadas 29650 intervenções de 30 serviços de cirurgia de 17 hospitais.
Durante os cinco anos seguintes (2006-2010), foram registados para participar, 61 Hospitais. Os hospitais participantes foram variando ao longo dos anos com alguns hospitais a sair e novos hospitais a entrar no sistema. O número de hospitais com registos em cada agrupamento cirúrgico variou de 2 a 16. O número total de Procedimentos Cirúrgicos inseridos na Plataforma informática do HELICS Cirurgia durante o período foi de 53147.
A análise mais detalhada abrangeu os agrupamentos cirúrgicos do programa HELICS-SSI (colon, vesícula, prótese de anca e joelho, cesariana) e as apendicites e cura de hérnia abdominal por serem considerados relevantes no total de procedimentos na base de dados.
As incidências cumulativas e as densidades de incidência variaram por tipo de procedimento. A deteção de após a alta foi variável de acordo com os procedimentos sendo de 7,6% na cirurgia do colon e de 80,6% na cura de hérnia abdominal.
As infeções de órgão/espaço, que podem ser consideradas as mais graves, variaram entre 2,8% na herniorrafia a 19,1% na cirurgia da vesícula biliar sendo de 17,9% na cesariana.

O recurso ao laboratório de microbiologia para o diagnóstico etiológico da infeção foi significativo (cerca de 75%) nas cirurgias ortopédicas variando entre 23% e 37% nas restantes cirurgias. O agente mais frequente foi Staphylococcus aureus com uma taxa significativa de estirpes multirresistentes (MRSA). Na cirurgia abdominal, o agente mais frequentemente isolado foi E. coli.
No que se refere às práticas na utilização de antimicrobianos as mesmas variaram de acordo com o tipo de procedimento.
As demoras médias dos doentes que adquiriram infeção ainda durante o internamento foram significativamente superiores em todas as cirurgias estudadas.

Documento in: http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i017795.pdf

Relatório de Vigilância Epidemiológica da Infecção Nosocomial da Corrente Sanguínea.

 No passado dia 4 de Outubro foi publicado O Relatório da Incidência da Infecção Nosocomial da Corrente Sanguíne (INCS) referente ao ano de 2010, em PORTUGAL.

As INCS são uma das infecções hospitalares (IH) quem mais contribui para a mortalidade/morbilidade e aumento dos custos económicos das instituições de saúde.
Neste estudo participaram 19 hospitais portugueses.
No total de 118037 doentes internados registaram-se 1294 episódios de INCS  Mais de metade (51,5%) dos doentes com INCS tinham idade superior a 60 anos (16% com idade > 80 anos) e 1,7% tinha idade inferior a 1 ano.
A incidência cumulativa de INCS foi de 1,2 por cem doentes admitidos e a densidade de incidência de 1,5 por mil dias de internamento, sendo as taxas mais elevadas nos serviços de Hematologia/Oncologia, pediátrica e de adultos, e nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).
As INCS primárias corresponderam a 63,8% dos episódios (23,6% associadas a cateter venoso central [CVC]), sendo mais frequentes nos serviços de Hematologia/Oncologia, Medicina Interna, UCI polivalentes, Cirurgia Geral e Hematologia/Oncologia pediátrica.
Os fatores de risco extrínsecos mais significativos para o aparecimento de INCS foram a presença de CVC e a nutrição parentérica.
A taxa de INCS associada a CVC foi de 2,5 por mil dias de exposição, sendo mais elevada nos serviços de Hematologia/Oncologia, pediátrica e de adultos, especialidades médicas, UCI e Cirurgia Geral.
As INCS secundárias representaram 36,2% dos episódios, sendo predominantes nos serviços de Medicina Interna, UCI polivalentes, Hematologia/Oncologia, Cirurgia Geral e especialidades cirúrgicas.
A demora média nos doentes com INCS foi de 33,8 dias, com uma demora média global nos Serviços em estudo de 8,2 dias. Dos doentes com INCS, 52,8% saíram com alta; 19,1% foram transferidos para outros serviços ou outras unidades de saúde e 28,1% faleceram.
A taxa bruta de mortalidade nos doentes com INCS foi de 28,1, sendo mais elevada nas UCI, Medicina Interna e Especialidades Médicas.
Foram isolados 1351 microrganismos, nos 1294 episódios de INCS, com a seguinte distribuição: Bactérias Gram positivo: 49,4%; Bactérias Gram negativo: 47,4%; Fungos leveduriformes: 3,1%.
A análise das resistências identifica os principais microrganismos problema como Staphylococcus aureus com 65,7% de resistência à meticilina (MRSA) e Acinetobacter baumannii com resistências superiores a 90% às cefalosporinas de 3.ª geração e carabapenemos.

Documento in: http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i017794.pdf

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

PREVALÊNCIA DA ALGALIAÇÃO SEM INDICAÇÃO "Um Factor de Risco Evitável"

 Este estudo PORTUGUÊS aborda a infecção do tracto urinário e da algaliação que é reconhecida como o principal factor de risco. A frequência com que os doentes são algaliados e o tempo de algaliação determina o maior ou menor risco de infecção do tracto urinário. Se o doente estiver inapropriadamente algaliado então esse risco é evitável. O objectivo do presente estudo foi determinar a frequência da algaliação evitável num Departamento de Medicina, o que envolveu a análise de todos os doentes internados para determinar a presença de algaliação, em dois dias diferentes, e ainda a posterior consulta dos processos clínicos dos doentes algaliados para identificar os casos onde tinham surgido infecções do tracto urinário. Dos 160 doentes internados no período do estudo, 20% tinham catéter vesical. A indicação da algaliação foi na sua maioria (84,4%) médica. Nos indivíduos estudados, foi observado que 25% não tinham indicação apropriada para estarem algaliados naquele dia, verificando-se como justificações para a permanência da algália a gestão da incontinência (6,2%) e a ausência de indicação paraa sua remoção (18,8%). Verificámos que doze dos indivíduos da amostra (37,5%) desenvolveram Infecção do Tracto Urinário e que cinco desses casos não tinham indicação apropriada para estarem algaliados. Concluiu-se que cinco casos de Infecção do Tracto Urinário eram potencialmente evitáveis. Este número corresponde a 41,7% do total das Infecções do Tracto Urinário identificadas. Este é um dado relevante se considerarmos o objectivo de melhorar continuamente a prestação de cuidados, bem como todos os custos associados ao tratamento de infecções do tracto urinário.
 
http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2011-24/suplemento-originais/517-522.pdf

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Incidência e fatores de risco modificáveis nas infecções do local cirúrgico no Egito: Estudo prospectivo

Estudo de vigilância prospectivo e activo de doentes submetidos a cirurgias urológicas e cardiotorácica realizado de Julho de 2009 a Dezembro de 2010. Os doentes foram avaliados diariamente para identificação da Infecção do Local Cirúrgico (ILC) e  follow-up aos 30 dias de pós-operatório. Foram realizadas culturas (para identificação bacteriana e TSA) de esfregaços feridas dos indivíduos com sinais clínicos sugestivos de infecção.
O presente estudo identificou ILC em 187 (17%) dos doentes com seguimento completo (n = 1.062), dos quais 106 (57%) ocorreram no hospital e 81 (43%) ocorreu após a alta.  
As maiores taxas de ILC foram observados na cirurgia cardiotorácica (23,3%), em comparação com as cirurgias urológicas (9%) (P <.001). Foi identificado maior risco de infecção para aqueles que passaram por cirurgia cardiotorácica, aqueles com idade> 45 anos, maior tempo de internamento prévio e após cirurgia, antibióticos ≤ 24 horas antes da cirurgia, e feridas sujas


In American Jounal of Infection Control: June 2012 (http://www.ajicjournal.org/article/S0196-6553(11)00923-0)

domingo, 4 de setembro de 2011

Inquérito de Prevalência de Infecção - "FOTOGRAFIA" das IACS de 2010

A Direcção-Geral da Saúde publicou o relatório do Inquérito de Prevalência de Infecção referente ao estudo realizado em Março de 2010.

Resumo dos principais resultados:

Este estudo teve a participação de 97 hospitais do Continente e Ilhas num total de 21011 doentes.

Observou-se uma taxa de prevalência de infecção nosocomial de 11,7%  (11,3% em 2009) e uma taxa de prevalência de infecção da comunidade de 22,5% (22,39% em 2009).

Importa realçar que os serviços que apresentaram taxas mais elevadas foram as unidades de cuidados intensivos, serviços cirúrgicos e de hematologia/oncologia.

As Principais infecções nosocomiais são as infecções respiratórias, urinárias e as do local cirúrgico.

Staphylococcus spp, E. coli e Pseudomonas aeruginosa representaram 66% dos microrganismos isolados nas infeções nosocomiais e 48,9% dos doentes estavam a tomar antibióticos.

Documento em: www.dgs.pt

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Enterococco Vancomicina-resistente (VRE)

O VRE está, cada vez mais, presente nas infecções associadas aos cuidados de saúde.
Para evitar a sua disseminação nosocomial importa implementar medidas de controlo de infecção. Nomeadamente precauções de contacto.

Mais informações em: http://www.cdc.gov/HAI/organisms/vre/vre.html

quarta-feira, 15 de junho de 2011

GUIA PARA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO em ambulatorio: Expectativas para cuidados seguros

Este documento é um guia de resumo de recomendações para prevenção de infecção em ambulatório. As recomendações incluídas neste documento não são novas, mas sim directrizes baseadas em evidência já produzida.  Este guia resumo baseia-se principalmente nos elementos de Precauções Básicas e representa a prevenção de infecção e expectativas para cuidados seguros em ambulatório.

Documento completo em http://www.premierinc.com/safety/topics/guidelines/downloads/Ambulatory-Care-04-2011.pdf