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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Relatório de Vigilância Epidemiológica da Infecção Nosocomial da Corrente Sanguínea.

 No passado dia 4 de Outubro foi publicado O Relatório da Incidência da Infecção Nosocomial da Corrente Sanguíne (INCS) referente ao ano de 2010, em PORTUGAL.

As INCS são uma das infecções hospitalares (IH) quem mais contribui para a mortalidade/morbilidade e aumento dos custos económicos das instituições de saúde.
Neste estudo participaram 19 hospitais portugueses.
No total de 118037 doentes internados registaram-se 1294 episódios de INCS  Mais de metade (51,5%) dos doentes com INCS tinham idade superior a 60 anos (16% com idade > 80 anos) e 1,7% tinha idade inferior a 1 ano.
A incidência cumulativa de INCS foi de 1,2 por cem doentes admitidos e a densidade de incidência de 1,5 por mil dias de internamento, sendo as taxas mais elevadas nos serviços de Hematologia/Oncologia, pediátrica e de adultos, e nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).
As INCS primárias corresponderam a 63,8% dos episódios (23,6% associadas a cateter venoso central [CVC]), sendo mais frequentes nos serviços de Hematologia/Oncologia, Medicina Interna, UCI polivalentes, Cirurgia Geral e Hematologia/Oncologia pediátrica.
Os fatores de risco extrínsecos mais significativos para o aparecimento de INCS foram a presença de CVC e a nutrição parentérica.
A taxa de INCS associada a CVC foi de 2,5 por mil dias de exposição, sendo mais elevada nos serviços de Hematologia/Oncologia, pediátrica e de adultos, especialidades médicas, UCI e Cirurgia Geral.
As INCS secundárias representaram 36,2% dos episódios, sendo predominantes nos serviços de Medicina Interna, UCI polivalentes, Hematologia/Oncologia, Cirurgia Geral e especialidades cirúrgicas.
A demora média nos doentes com INCS foi de 33,8 dias, com uma demora média global nos Serviços em estudo de 8,2 dias. Dos doentes com INCS, 52,8% saíram com alta; 19,1% foram transferidos para outros serviços ou outras unidades de saúde e 28,1% faleceram.
A taxa bruta de mortalidade nos doentes com INCS foi de 28,1, sendo mais elevada nas UCI, Medicina Interna e Especialidades Médicas.
Foram isolados 1351 microrganismos, nos 1294 episódios de INCS, com a seguinte distribuição: Bactérias Gram positivo: 49,4%; Bactérias Gram negativo: 47,4%; Fungos leveduriformes: 3,1%.
A análise das resistências identifica os principais microrganismos problema como Staphylococcus aureus com 65,7% de resistência à meticilina (MRSA) e Acinetobacter baumannii com resistências superiores a 90% às cefalosporinas de 3.ª geração e carabapenemos.

Documento in: http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i017794.pdf

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

PREVALÊNCIA DA ALGALIAÇÃO SEM INDICAÇÃO "Um Factor de Risco Evitável"

 Este estudo PORTUGUÊS aborda a infecção do tracto urinário e da algaliação que é reconhecida como o principal factor de risco. A frequência com que os doentes são algaliados e o tempo de algaliação determina o maior ou menor risco de infecção do tracto urinário. Se o doente estiver inapropriadamente algaliado então esse risco é evitável. O objectivo do presente estudo foi determinar a frequência da algaliação evitável num Departamento de Medicina, o que envolveu a análise de todos os doentes internados para determinar a presença de algaliação, em dois dias diferentes, e ainda a posterior consulta dos processos clínicos dos doentes algaliados para identificar os casos onde tinham surgido infecções do tracto urinário. Dos 160 doentes internados no período do estudo, 20% tinham catéter vesical. A indicação da algaliação foi na sua maioria (84,4%) médica. Nos indivíduos estudados, foi observado que 25% não tinham indicação apropriada para estarem algaliados naquele dia, verificando-se como justificações para a permanência da algália a gestão da incontinência (6,2%) e a ausência de indicação paraa sua remoção (18,8%). Verificámos que doze dos indivíduos da amostra (37,5%) desenvolveram Infecção do Tracto Urinário e que cinco desses casos não tinham indicação apropriada para estarem algaliados. Concluiu-se que cinco casos de Infecção do Tracto Urinário eram potencialmente evitáveis. Este número corresponde a 41,7% do total das Infecções do Tracto Urinário identificadas. Este é um dado relevante se considerarmos o objectivo de melhorar continuamente a prestação de cuidados, bem como todos os custos associados ao tratamento de infecções do tracto urinário.
 
http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2011-24/suplemento-originais/517-522.pdf

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Incidência e fatores de risco modificáveis nas infecções do local cirúrgico no Egito: Estudo prospectivo

Estudo de vigilância prospectivo e activo de doentes submetidos a cirurgias urológicas e cardiotorácica realizado de Julho de 2009 a Dezembro de 2010. Os doentes foram avaliados diariamente para identificação da Infecção do Local Cirúrgico (ILC) e  follow-up aos 30 dias de pós-operatório. Foram realizadas culturas (para identificação bacteriana e TSA) de esfregaços feridas dos indivíduos com sinais clínicos sugestivos de infecção.
O presente estudo identificou ILC em 187 (17%) dos doentes com seguimento completo (n = 1.062), dos quais 106 (57%) ocorreram no hospital e 81 (43%) ocorreu após a alta.  
As maiores taxas de ILC foram observados na cirurgia cardiotorácica (23,3%), em comparação com as cirurgias urológicas (9%) (P <.001). Foi identificado maior risco de infecção para aqueles que passaram por cirurgia cardiotorácica, aqueles com idade> 45 anos, maior tempo de internamento prévio e após cirurgia, antibióticos ≤ 24 horas antes da cirurgia, e feridas sujas


In American Jounal of Infection Control: June 2012 (http://www.ajicjournal.org/article/S0196-6553(11)00923-0)

domingo, 4 de setembro de 2011

Inquérito de Prevalência de Infecção - "FOTOGRAFIA" das IACS de 2010

A Direcção-Geral da Saúde publicou o relatório do Inquérito de Prevalência de Infecção referente ao estudo realizado em Março de 2010.

Resumo dos principais resultados:

Este estudo teve a participação de 97 hospitais do Continente e Ilhas num total de 21011 doentes.

Observou-se uma taxa de prevalência de infecção nosocomial de 11,7%  (11,3% em 2009) e uma taxa de prevalência de infecção da comunidade de 22,5% (22,39% em 2009).

Importa realçar que os serviços que apresentaram taxas mais elevadas foram as unidades de cuidados intensivos, serviços cirúrgicos e de hematologia/oncologia.

As Principais infecções nosocomiais são as infecções respiratórias, urinárias e as do local cirúrgico.

Staphylococcus spp, E. coli e Pseudomonas aeruginosa representaram 66% dos microrganismos isolados nas infeções nosocomiais e 48,9% dos doentes estavam a tomar antibióticos.

Documento em: www.dgs.pt

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Enterococco Vancomicina-resistente (VRE)

O VRE está, cada vez mais, presente nas infecções associadas aos cuidados de saúde.
Para evitar a sua disseminação nosocomial importa implementar medidas de controlo de infecção. Nomeadamente precauções de contacto.

Mais informações em: http://www.cdc.gov/HAI/organisms/vre/vre.html

quarta-feira, 15 de junho de 2011

GUIA PARA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO em ambulatorio: Expectativas para cuidados seguros

Este documento é um guia de resumo de recomendações para prevenção de infecção em ambulatório. As recomendações incluídas neste documento não são novas, mas sim directrizes baseadas em evidência já produzida.  Este guia resumo baseia-se principalmente nos elementos de Precauções Básicas e representa a prevenção de infecção e expectativas para cuidados seguros em ambulatório.

Documento completo em http://www.premierinc.com/safety/topics/guidelines/downloads/Ambulatory-Care-04-2011.pdf

terça-feira, 7 de junho de 2011

Prevenção da transmissão de MRSA

As infecções por  Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) ocorrem com mais frequência entre os doentes submetidos a procedimentos invasivos (tais como cirurgia, cateterismos ou ventilação). 

O MRSA é frequentemente causador de infecções potencialmente perigosos, tais como infecções da corrente sanguínea, infecções do local cirúrgico e  pneumonia.

O MRSA dissemina-se facilmente nas unidades de saúde através das mãos dos profissionais de saúde.

As Mãos podem ser contaminadas com a bactéria MRSA após contacto com doentes infectados ou colonizados. 
 



Se não for realizada uma adequada higiene das mãos, 
o MRSA pode disseminar-se através das mãos 
dos profissionais quando tocarem em outros doentes.

Prevenção da transmissão de MRSA. 
Práticas básicas para a prevenção e controlo da transmissão de MRSA: é recomendada para todos os hospitais de agudos.

Componentes de um programa de prevenção da transmissão de MRSA


1.Realizar uma avaliação de risco de MRSA


2.Implementar um programa de monitorização de MRSA


3.Promover o cumprimento das recomendações da Organização Mundial de Saúde para a higiene das mãos 


4.Usar precauções de contacto para doentes colonizados ou infectados por MRSA


5.Assegurar a limpeza e desinfecção dos equipamentos e do ambiente


6.Educar os profissionais de saúde acerca do MRSA, incluindo factores de risco, vias de transmissão, as medidas de prevenção e epidemiologia local



7.Implementar um sistema alerta baseado no laboratório que notifique imediatamente.  

8.Implementar um sistema de alerta que identifique 
doentes colonizados ou infectados readmitidos ou transferidos

9.Fornecer informação sobre o MRSA e sobre as medidas a implementar às partes interessadas como médicos e pessoal de enfermagem



10.Educar os doentes e suas famílias sobre a MRSA, conforme a situação.







Abordagens especiais são recomendados para situações que possam sugerir uma ausência de controle efectivo, apesar da implementação de práticas de base.