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domingo, 4 de setembro de 2011

Inquérito de Prevalência de Infecção - "FOTOGRAFIA" das IACS de 2010

A Direcção-Geral da Saúde publicou o relatório do Inquérito de Prevalência de Infecção referente ao estudo realizado em Março de 2010.

Resumo dos principais resultados:

Este estudo teve a participação de 97 hospitais do Continente e Ilhas num total de 21011 doentes.

Observou-se uma taxa de prevalência de infecção nosocomial de 11,7%  (11,3% em 2009) e uma taxa de prevalência de infecção da comunidade de 22,5% (22,39% em 2009).

Importa realçar que os serviços que apresentaram taxas mais elevadas foram as unidades de cuidados intensivos, serviços cirúrgicos e de hematologia/oncologia.

As Principais infecções nosocomiais são as infecções respiratórias, urinárias e as do local cirúrgico.

Staphylococcus spp, E. coli e Pseudomonas aeruginosa representaram 66% dos microrganismos isolados nas infeções nosocomiais e 48,9% dos doentes estavam a tomar antibióticos.

Documento em: www.dgs.pt

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Enterococco Vancomicina-resistente (VRE)

O VRE está, cada vez mais, presente nas infecções associadas aos cuidados de saúde.
Para evitar a sua disseminação nosocomial importa implementar medidas de controlo de infecção. Nomeadamente precauções de contacto.

Mais informações em: http://www.cdc.gov/HAI/organisms/vre/vre.html

quarta-feira, 15 de junho de 2011

GUIA PARA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO em ambulatorio: Expectativas para cuidados seguros

Este documento é um guia de resumo de recomendações para prevenção de infecção em ambulatório. As recomendações incluídas neste documento não são novas, mas sim directrizes baseadas em evidência já produzida.  Este guia resumo baseia-se principalmente nos elementos de Precauções Básicas e representa a prevenção de infecção e expectativas para cuidados seguros em ambulatório.

Documento completo em http://www.premierinc.com/safety/topics/guidelines/downloads/Ambulatory-Care-04-2011.pdf

terça-feira, 7 de junho de 2011

Prevenção da transmissão de MRSA

As infecções por  Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) ocorrem com mais frequência entre os doentes submetidos a procedimentos invasivos (tais como cirurgia, cateterismos ou ventilação). 

O MRSA é frequentemente causador de infecções potencialmente perigosos, tais como infecções da corrente sanguínea, infecções do local cirúrgico e  pneumonia.

O MRSA dissemina-se facilmente nas unidades de saúde através das mãos dos profissionais de saúde.

As Mãos podem ser contaminadas com a bactéria MRSA após contacto com doentes infectados ou colonizados. 
 



Se não for realizada uma adequada higiene das mãos, 
o MRSA pode disseminar-se através das mãos 
dos profissionais quando tocarem em outros doentes.

Prevenção da transmissão de MRSA. 
Práticas básicas para a prevenção e controlo da transmissão de MRSA: é recomendada para todos os hospitais de agudos.

Componentes de um programa de prevenção da transmissão de MRSA


1.Realizar uma avaliação de risco de MRSA


2.Implementar um programa de monitorização de MRSA


3.Promover o cumprimento das recomendações da Organização Mundial de Saúde para a higiene das mãos 


4.Usar precauções de contacto para doentes colonizados ou infectados por MRSA


5.Assegurar a limpeza e desinfecção dos equipamentos e do ambiente


6.Educar os profissionais de saúde acerca do MRSA, incluindo factores de risco, vias de transmissão, as medidas de prevenção e epidemiologia local



7.Implementar um sistema alerta baseado no laboratório que notifique imediatamente.  

8.Implementar um sistema de alerta que identifique 
doentes colonizados ou infectados readmitidos ou transferidos

9.Fornecer informação sobre o MRSA e sobre as medidas a implementar às partes interessadas como médicos e pessoal de enfermagem



10.Educar os doentes e suas famílias sobre a MRSA, conforme a situação.







Abordagens especiais são recomendados para situações que possam sugerir uma ausência de controle efectivo, apesar da implementação de práticas de base.








sábado, 16 de abril de 2011

Idosas em risco de algaliação desnecessaria nos serviços de urgência

Muitos dos cateteres urinários colocados nos serviços de urgencia podem não ser necessários. 
Os autores avaliaram a utilização da algálias com a conformidade com as  diretrizes da instituição e avaliaram os factores que influenciam a sua utilização.Este é um estudo retrospectivo observacional de 12 semanas de avaliação da utilização dos cateteres urinarios em todas as admissões no serviço de urgencia do hospital em estudo.
Foi observada a razão para a colocação, a presença da ordem de um médico para a sua colocação, o envolvimento do médico, idade e o sexo do doente.



Dos 4.521 pacientes avaliados, 532 (11,8%) tinha uma algália. Destes, 371 (69,7%)  com indicação de acordo com as directrizes, e 312 (58,6%) com ordem de um médico documentada. Cerca de 41% foram algaliados sem indicação de acordo com as directrizes da instituição.



A idade média dos pacientes que tiveram uma algália sem a indicação correcta foi de 71,3 ± 18,8 anos, dos indivíduos com indicação foi de 60,0 ± 22,4 anos (P <0,0001), e os indivíduos que não tiveram uma algália de  56,2 ± 22,6 anos (P <0,0001).  
Metade das mulheres com idade ≥ 80 anos que tinha colocado uma algália não tinham uma indicação de acordo com as diretrizes institucionais.
Os autores demonstraram que as mulheres tinham 1,9 vezes mais probabilidade que os homens de ter uma algália sem indicação correcta. Tal como as pessoas com idade ≥ 80 anos tinham 2,9 vezes mais probabilidade ​​do que aqueles de idade ≤ 50 anos, para ter uma algália sem uma indicação adequada. 
Este estudo conclui que as mulheres idosas têm maior risco de serem algaliadas sem indicação adequada  no serviço de urgência. 
Artigo original in: http://www.ajicjournal.org/article/S0196-6553%2810%2900672-3/abstract