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sexta-feira, 8 de abril de 2011

New guidelines to prevent catheter-related infections

New guidelines to prevent catheter-related infections

Naomi O’Grady, MD
Naomi O’Grady, MD

Recently, hospital-acquired infections have become an important benchmark of hospital quality and patient safety. Many hospitals are now being required to report patient safety data, and some of this data includes infection rates.
I am proud to announce the release of the updated Guideline to Prevent Intravascular Catheter Related Infections. Clinicians and infection control personnel now have the most recent published information on how to best eliminate these types of infections.


 http://blogs.cdc.gov/safehealthcare/?s_cid=dhqp_017

2011. Guidelines for the Prevention of Intravascular Catheter-Related Infections

Desde 2009 que o draft das Guidelines for the Prevention of Intravascular Catheter-Related Infections estava a ser trabalhado, agora foi publicada a versão final (esta semana). Sobre as  guidelines de 2002 há lugar ao  destaque de algumas àreas:
1) Educação e formação de profissionais que inserem e fazem a manutenção dos cateteres;  
2) Uso de barreiras máximas (estéreis) durante a inserção do cateter venoso central; 


3) Preparação da pele com  de clorexidina (> 0,5%) com álcool;  
4) Não substituição de cateteres venosos centrais por rotina como estratégia para prevenir a infecção;
5) Uso de cateteres venosos centrais de curta duração impregnados com anti-séptico/antibiótico (em situações especificas)
6) Uso de pensos de clorexidina se a taxa de infecção não está a diminuir, apesar da adopção de outras estratégias.  
Estas orientações também enfatizam a melhoria do desempenho através da implementação de bundles, e documentar e relatar as taxas de adesão com todos os componentes do pacote como referência para a garantia da qualidade e melhoria de desempenho.

Resumo das recomendações

  • Educar os profissionais de saúde quanto à indicação do uso de cateter intravascular, os procedimentos adequados para a inserção e manutenção dos cateteres,  e medidas adequadas de controlo de infecção;
  • Designar apenas pessoal qualificado para a inserção e manutenção de cateteres;
  • Pesar os riscos e benefícios de cada local de colocação de um cateter venoso central tendo em conta o risco de complicações mecânicas  e infecciosas;
  • Evite a veia femoral para acesso venoso central em adultos;
  • Use a subclávia, ao invés da jugular ou femural, em adultos, para minimizar o risco de infecção para a colocação de CVC não tunelizado;
  • Utilizar um CVC com o número mínimode lúmens, indispensáveis;
  • Retirar imediatamente qualquer cateter intravascular assim que deixe de ser essencial;
  • Quando a adesão à técnica asséptica não pode ser garantida (ou seja, cateteres inseridos durante uma emergência médica), substituir o cateter o mais rapidamente possível, ou seja, dentro de 48 horas; 
  • Realizar a higiene das mãos e manter a técnica asséptica para a inserção e manutenção dos cateteres intravasculares;
  • Use barreira máxima (estéreis) incluindo a utilização de um gorro, máscara, bata, luvas estéreis, e campo esteril grande, para a inserção de CVCs, PICCs, ou troca do fio-guia;
  • Prepare a pele (previamente limpa) com uma preparação de clorexidina (> 0,5%) com álcool antes de cateter venoso central e cateter arterial periférico e durante as trocas de curativos.(excepto em  crianças com idade inferior a 2 meses);
  • O anti-séptico deve secar (de acordo com as recomendações do fabricante) antes da colocação do cateter;
  • Use um penso esterilizado, transparente, semipermeável  (mudar pelo menos a cada 7 dias, excepto na pediatria) para cobrir o local do cateter ou um penso com uma compressa esterilizada (mudar a cada 2 dias) se houver diaforese ou se o local estiver a sangrar até que isso seja resolvido;
  • Substituir o penso caso esteja húmido, solto ou visivelmente sujo;
  • Não use pomadas ou cremes antibióticos tópicos no local de inserção, com exceção de cateteres de diálise, devido ao seu potencial de promover infecções fúngicas e resistência aos antimicrobianos;
  • Não molhe o local do cateter ou cateter, o banho deve ser autorizado se forem tomadas as precauções para reduzir a probabilidade de introdução de microrganismos no cateter e conexões;
  • Assegurar que os cuidados ao cateter é compatível com o material do cateter;

    As recomendações completas devem ser consultadas: Guidelines for the Prevention of Intravascular Catheter-Related Infections, 2011 in http://www.cdc.gov/hicpac/pdf/guidelines/bsi-guidelines-2011.pdf

    quinta-feira, 7 de abril de 2011

    Estratégias para evitar as infecções associadas aos cuidados de saúde em hospitais de agudos (4)

    Prevenção da Infecção do Local Cirúrgico (ILC)

    • Garantir a vigilância da ILC.
    • Fazer profilaxia antimicrobiana em conformidade com as normas baseadas em guidelines.
    •  Não remover pêlos no local da cirurgia a menos que vá interferir com a cirurgia, não use lâminas de barbear.
      • Controle de nível de glicose no sangue durante o período pós-operatório imediato de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca.
      • Educar cirurgiões eo pessoal perioperatório sobre prevenção ILC. 
      • Educar os doentes e suas famílias sobre a prevenção ILC.
      • Não use rotineiramente a vancomicina como profilaxia antimicrobiana; vancomicina pode, contudo, ser um agente adequado para circunstâncias clínicas específicas.
        Texto original in http://www.jstor.org/stable/full/10.1086/591060#h1

        domingo, 3 de abril de 2011

        Estratégias para evitar as infecções associadas aos cuidados de saúde em hospitais de agudos (3)


        Prevenção da infecção do tracto urinário (ITU) associada à algaliação 
        • Fornecer e implementar orientações escritas para o uso da algália, inserção e manutenção. 
        • Certifique-se que apenas pessoal treinado procede à algaliação. 
        • Garantir a técnica asséptica na inserção do catéter.
        • Documentar informações no processo do doente: indicações para a inserção do catéter, data e hora de inserção, profissional e a data e hora da remoção.
        • É necessário pessoal qualificado e recursos tecnológicos para apoiar a vigilância sobre o uso das algálias. Use critérios padronizados para identificar as ITU associadas à algaliação (dados numerador). Recolher a informação sobre o número de catéter/dia (dados denominador) para a unidade ou unidades que estão a ser monitorados. Calcular as taxas de ITU associada à algaliação. Monitorizar a utilização de algálias, incluindo a taxa de algaliação durante o internamento, taxa de utilização da algalia segundo as indicações aceites, e a duração da manutenção do catéter. 
        • Educar os profissionais de saúde envolvidos na algaliação, nos cuidados e manutenção da algália.
        • Educar sobre a prevenção da ITU, incluindo alternativas para algaliação e procedimentos para a inserção do catéter, manutenção e remoção.
        • Algaliar só quando estritamente necessário e apenas enquanto for indicado.Considere outros métodos alternativos
        • Higienizar as mãos (em conformidade com o Centers for Disease Control and Prevention ou orientações Organização Mundial de Saúde) imediatamente antes da inserção do catéter, antes e após qualquer manipulação do sistema.
        • Inserir cateter com técnica asséptica e material estéril. 
        • Seleccionar um cateter de baixo calibre tanto quanto possível, que seja consistente com uma drenagem adequada, para minimizar trauma uretral 
        • Fixar a algália após a inserção para impedir o movimento e tração uretral.
        • Manter o sistema de drenagem fechado e estéril (quando houver quebra da junção algália-saco colector com este deve ser substituído com técnica asséptica e após desinfecção da junção).
        • Na colheita de urina asséptica colher a amostra por aspiração com uma agulha e seringa estéreis após desinfecção do ponto de colheita.
        • Manter o fluxo da urina mantendo o sistema desobstruído.
        • Esvaziar o saco colector regularmente, usando um recipiente individual para cada doente e evitar que a torneira de despejo tocar no recipiente de recolha.
        • Manter o saco colector sempre abaixo do nível da bexiga. 
        • Manter a limpeza do meato com a higiene rotina.
          Algumas abordagens especiais para a prevenção da ITU associada à algaliação. Realizar uma avaliação de risco. Estas abordagens especiais são recomendados para locais e / ou populações dentro do hospital após avaliação de risco que sugira ausência de controlo efectivo, apesar da implementação das práticas de base.

          • Implementar um programa para identificar e remover cateteres que já não são necessários.
          • Desenvolver um protocolo para a gestão de retenção urinária pós-operatória, incluindo a utilização do cateterismo intermitente e uso de scanners vesicais. 
          • Estabelecer um sistema para analisar e divulgar dados sobre o uso de algálias e eventos adversos associados. 
          Abordagens que não devem ser consideradas por rotina.  
          • Não use rotineiramente cateteres revestidos a prata ou outros antibacterianos.
          • Não trate a bacterúria assintomática em doentes cateterizados, excepto antes de procedimentos urológicos invasivos.
          • Evitar a irrigação do catéter.
          • Não usar rotineiramente antimicrobianos sistémicos como profilaxia.
          • Não mude rotineiramente cateteres.


           Documento completo in Vol. 29, No. S1, October 2008 of Infection Control and Hospital Epidemiol (http://www.jstor.org/stable/full/10.1086/591060#h1)

          quinta-feira, 24 de março de 2011

          Estratégias para evitar as infecções associadas aos cuidados de saúde em hospitais de agudos (2)

           (continuação)
          Prevenção da Pneumonia Associada à Ventilação (PAV)

          • Educar os profissionais de saúde que cuidam de doentes submetidos à ventilação sobre a PAV, incluindo informações sobre a epidemiologia local.
          • Educar os médicos que cuidam de doentes submetidos à ventilação não-invasiva sobre estratégias ventilatórias. 
          • Realizar a observação directa do cumprimento das medidas específicas para prevenção de PAV. 
          • Realizar uma vigilância activa para a PAV e associar medidas de processo nas unidades onde se cuidam de doentes submetidos à ventilação para os doentes suspeitos de serem de alto risco ou suspeitos para a PAV, com base em avaliação de risco.
          • Implementar políticas e práticas para a desinfecção, esterilização e manutenção de equipamento respiratório, de acordo com as normas baseadas em evidência cientifica.
          • Realizar os cuidados regulares à boca com um anti-séptico de acordo com as directrizes do produto. 
          • Promover a ventilação não-invasiva
          Algumas abordagens especiais para a prevenção da PAV. Realizar uma avaliação de risco. Estas abordagens especiais são recomendados para locais e / ou populações dentro do hospital após avaliação de risco que sugira ausência de controlo efectivo, apesar da implementação das práticas de base.

          Estratégias para evitar as infecções associadas aos cuidados de saúde em hospitais de agudos (1)

          Os CDC estimam  que 1 em cada 20 doentes hospitalizados nos Estados Unidos desenvolve uma infecção associada aos cuidados de saúde. (IACS). Nos EUA, a prevenção das IACS é uma prioridade nacional, com iniciativas lideradas por organizações de saúde, associações profissionais, agências governamentais e de acreditação, legisladores, reguladores, contribuintes e grupos de defesa do consumidor.  

          Para ajudar os  hospitais a focar e priorizar os esforços para implementar práticas baseadas na evidência para prevenir infecções, a Society for Healthcare Epidemiology of America, a Infectious Diseases Society of America Standards e o Practice Guidelines Committee implementarm esforços para criar um compêndio conciso de recomendações para a prevenção de IACS.

          A implementação deste compêndio destaca um conjunto de estratégias básicas de prevenção IACS. Os documentos dão um passo importante no sentido de apresentar recomendações práticas num formato projetado para ajudar os hospitais agudos a priorizar e na prevenção IACS. 

          Foram quatro as categorias de recomendações projectadas: Infecção da corrente sanguínea (INCS) associada ao cateter venoso central (CVC); Pneumonia associada à ventilação mecânica (VAP); Infecções urinárias associadas ao cateter vesical (ITU); Infecções do local cirúrgico (ILC). Além destas categorias de IACS, também infecções causadas pelo Staphylococcus aureus resistente à meticilina [MRSA] e infecção por Clostridium difficile [CDI]) estão incluídos devido a alta incidência e morbidade.
           
          O que se segue é um resumo das estratégias de prevenção das IACS apresentados neste compêndio. 
           
          Prevenção da INCS associada ao CVC 
          • Educar os profissionais de saúde envolvidos na inserção, cuidados e manutenção dos CVC.
          • Usar uma checklist para garantir a adesão às práticas de prevenção da infecção no momento da inserção do CVC.
          • Realizar a higiene das mãos antes da inserção ou manipulação do CVC.
          • Evitar a veia femoral para colocar CVC em adultos.
          • Usar um kit de cateter com tudo incluído.
          • Use barreiras máximas (equipamentos de protecção individual) estéreis durante a inserção do CVC.
          • Use um antisséptico com chlorhexidina para a preparação da pele em doentes com mais de 2 meses de idade.
          • Desinfectar as portas da injecção antes de aceder ao CVC.
          • Retirar os cateteres não-essenciais.
          • Para CVC não tunelizado em adultos e adolescentes, trocar os pensos transparentes e executar os cuidados ao local com um antisséptico com chlorhexidina a cada 5-7 dias ou mais frequentemente se o penso estiver sujo, solto ou húmido; pensos com gaze devem ser trocados a cada dois dias ou mais frequentemente, se estiver sujo, solto ou húmido.
          • Substituir a circuitos de administração de fluidos (não utilizados para sangue, hemoderivados, ou lipídios) em intervalos não superiores a 96 horas.
          • Realizar vigilância epidemiológica das INCS associadas ao CVC.
          • Usar pomada antimicrobiana para o local de inserção do CVC de hemodiálise
          Abordagens especiais para a prevenção de INCS associada ao CVC: Realizar uma avaliação de risco. Estas abordagens especiais são recomendados para locais e / ou populações dentro do hospital após avaliação de risco que sugere ausência de controlo efectivo, apesar da implementação das práticas de base.
          • Em unidades de cuidados intensivos, doentes com mais de 2 meses de idade, dar banho diário com uma preparação de chlorhexidina. 
          • Uso de CVC impregnados em anti-séptico ou antimicrobianas em adultos. 
          • Uso de pensos com chlorhexidina nos CVC em pessoas com mais de 2 meses de idade. 
          • Use tampas antimicrobiana para CVC. 
          Abordagens que não devem ser consideradas por rotina.
          • Não use a profilaxia antimicrobiana para inserção de CVC de curta duração ou tunelizados, enquanto estão em situ. 
          • Não substituir rotineiramente os CVC.
          • Não use rotineiramente conectores sem agulhas com pressão positiva com válvulas mecânicas antes de uma avaliação exaustiva dos riscos, benefícios, e educação sobre o uso adequado. 

          segunda-feira, 14 de março de 2011

          Precauções de isolamento

          As medidas globais de prevenção e controlo de infecção são aplicáveis, na prestação de cuidados, a todos os utentes independentemente de ser conhecido o seu estado infeccioso e são denominadas de Precauções Básicas.
          As medidas complementares às Precauções Básicas são as Precauções Dependentes das Vias de Transmissão, que são aplicáveis na prestação de cuidados aos utentes cujas patologias ou microrganismos envolvidos são conhecidos e requerem medidas adicionais (ex: Tuberculose pulmonar ou infecções por Staphylococcus aureus Meticillina Resistente - MRSA).
          A Direcção-Geral da Saúde no microsite do controlo de infecção tem publicado as "Recomendações para as Precauções de Isolamento. Precauções Básicas e Precauções Dependentes das Vias de Transmissão"  http://www.dgs.pt/ms/3/default.aspx?pl=&id=5514&acess=0

          Os Centeres for Disease Control and Prevention (CDC) têm publicadas as  "Guideline for Isolation Precautions: Preventing Transmission of Infectious Agents in Healthcare Settings" publicadas em 2007. Para rápida consulta, o Anexo A tem estruturada uma tabela de microrganismos/patologias, o tipo de isolamento necessário e a respectiva duração das medidas. - http://www.cdc.gov/hicpac/pdf/isolation/Isolation2007.pdf